Denúncias podem provocar nova eleição em município sertanejo


Informações que chegam do alto sertão de Alagoas, dão conta  de que provavelmente haverá nova eleição em Mata Grande. O  “Dia  D” dessa história, será  no próximo  14 de setembro, quando acontece uma audiência focada numa ação eleitoral, vinculada ao ex-prefeito Jacob Brandão, por esse ter usado descaradamente recursos da Prefeitura, a fim de eleger seu sucessor, Erivaldo Mandu(PP).

Na ação eleitoral constam diversas provas de que a Prefeitura bancou eventos festivos, com o propósito de engrandecer o nome de Mandu no período em que antecedia o pleito das urnas. Cita como exemplo, a distribuição numa festa carnavalesca, de sete mil latas de cerveja, evento denominado: “Carnaval 100% Matagrandense”, numa alusão ao lema da pré-campanha de Mandu.

Dentre outras irregularidades, aparecem também: a distribuição de brinquedos e a Missa do Vaqueiro, sobretudo custeados com recursos públicos para a promoção da candidatura do atual prefeito, que teve uma votação de 6.935 votos, ou seja, 54,47% dos votos válidos. O embate nas urnas foi contra Luiz Pedro (PMDB), filho de Celso Luiz, o homem que está preso em Maceió, desde o dia 12 de maio deste ano, acusado de um desvio milionário dos cofres públicos de Canapi, onde foi prefeito na gestão passada.

Na realidade a situação do grupo que há anos impera a Prefeitura de Mata Grande (família Brandão) é bastante  complicada; sobretudo depois das cenas desta semana, em que na quarta-feira, o Gecoc investiu na prisão do ex-prefeito Jacob Brandão.  A figura que se encontra foragida, é acusada de desviar uma milionária verba da Saúde do município, por meio de notas fiscais fraudulentas. Por esse  mesmo esquema o Gecoc prendeu na quarta, o ex-prefeito de Girau, Fabinho Aurélio. A ex-prefeita do Passo de Camaragibe, Márcia Coutinho também entrou na roubalheira, e continua desaparecida até hoje.

Nas irregularidades apuradas pelo Gecoc, ficou comprovado que Jacob Brandão, Fábio Rangel  e Márcia Coutinho assinaram procedimentos licitatórios que beneficiaram a RR Distribuidora, autorizando pagamentos de verbas públicas em favor da referida empresa, sem que qualquer mercadoria tivesse sido fornecida ou serviço prestado.

Outra bronca

Lembrando que este ano a Justiça de Alagoas declarou a indisponibilidade dos bens  Jacob Brandão e da ex-diretora-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores municipais, Geórgia Cecília Alencar. De acordo com o TJ e o MP, foram bloqueados os bens do ex-prefeito num valor total de R$ 4.352.843,18 e da ex-diretora num valor de R$ 43.360.
No caso do ex-prefeito, esses valores são referentes aos danos causados ao erário do município, sendo R$ 801.143,32 referentes ao não recolhimento integral da contribuição dos servidores e R$ 3.551.699,89 da contribuição patronal.