GEOVANA CLÉA – Do sertão de Alagoas para as galerias de artes do mundo


Vencer na vida não é fácil, muito menos ser sucesso por mais de 20 anos. A artista plástica Geovana Cléa, é prova viva do significado de talento e sucesso. A alagoana de Inhapi vive na Itália há muitos anos e já expôs em vários cenários internacionais, como Lisboa, Nova Iorque, Los Angeles, Monte Carlo, Basileia, Amsterdam, Londres, Veneza e Milão, recebendo o prêmio do júri pela comissão Nacional de Belas Artes de Paris no Louvre. Também expôs na 54ª Bienal de Veneza, convidada pela curadoria italiana.

Mas chegar ao sucesso não foi fácil, e em conversa com a Agência de Notícias Alagoas, a artista nos fala com detalhes sobre a sua trajetória.

A jovem menina de 14 anos que escrevia músicas e poesias foi surpreendida pelo seu pai, Luiz Celso Malta Brandão, por um presente bastante inusitado. Luiz Celso trouxe na mala de seu carro o que Geovana ousaria a descrever como uma pequena biblioteca.

“Ele me deu uma mini biblioteca, eram mais de 300 livros de Júlio Verne, Jorge Amado e até um romance francês do ano 800 de nome Moll Flanders de Daniel Defoe, dentre outras coleções”.

Durante a conversa Geovana disse que, ela, em sua infância era alta pra sua idade, e todos diziam que poderia ser modelo. Não só poderia como foi. Seguiu por esse caminho chegando a participar do Concurso Miss Alagoas em 96. Mas o destino não queria que a menina seguisse por esse caminho.

Aos 18 anos foi estudar em Florença – ITA. Um ano depois, voltou para casa, porém percebeu que infelizmente, em sua terra natal, o espaço para arte contemporânea era quase inexistente. A artista plástica que se sentia sozinha após a morte do seu pai voltou para Itália, terra da arte, e ali foi tudo automático. Uma mulher forte, sertaneja, em um ambiente competitivo onde se destaca só os melhores, com muita determinação, conseguiu se destacar.

“Depois quando meu pai morreu voltei para Itália. Eu pintava, mas não pensava na proporção que a minha arte tomaria. eu quando era criança queria ser cantora, ou modelo, só depois entendi que a arte era mais meu mundo. Mas foi tudo tão simples que não é que era meu sonho. Se concretizou através do trabalho, sempre foi muito natural pra mim, criar minhas obras”.

Geovana  vem conquistando destaque e reconhecimento internacional. Já teve seus trabalhos expostos em vários países e capitais do mundo, como Áustria, França, Suíça, Itália, Principado de Mônaco, Portugal e em importantes cidades como Roma, Veneza, Turim, Paris, Lyon, Nova York, Los Angeles, Lisboa, Monte Carlo.

Geovana expôs no Brasil pela primeira vez em outubro de 2015, na Galeria Gamma, em Maceió, onde a artista é representada até hoje. Lá participou da mostra com a série “Origens e Sentimentos”, uma homenagem ao Brasil.

A galeria do empresário Dalmo Peixoto, e da sua esposa, a também artista Vera Gamma, possuem ao todo seis obras da pintora que vem influenciando novos artistas com o seu estilo que reproduz efeitos naturais da terra. Sua obra é totalmente inspirada na natureza, à geologia.

Geovana tem como agenda para 2020, uma exposição em Milão, até junho, onde segue depois para Londres. Depois irá expor no Salão do móvel de Milão em parceria com duas empresas italianas de móveis de luxo, Fratelli Galbiati e Annibale Colombo.

Para a segunda temporada do ano os planos estão sendo de retornar a expor em Amsterdam e depois Hamburgo, na Holanda e Alemanha respectivamente.