ISOLAMENTO DOMICILIAR – Confira o guia de preparação da casa para a convivência com suspeitos de infecção por Covid-19


Dentre as medidas, destaca-se a limpeza imediata de banheiros após o uso, a separação de objetos pessoais e de indivíduos em cômodos diferentes da casa.

Imagem da Internet

O isolamento domiciliar é um recomendação do Ministério da Saúde para os casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19). Também é indicado para os viajantes que venham do exterior para o Brasil e requer uma série de cuidados específicos. O portal de notícias G1 divulgou nesta terça-feira (17), um guia do isolamento domiciliar, em que orienta como preparar a casa para conviver nessa situação.

Segundo a médica infectologista Roberta Schiavon, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), em caso de haver alguém infectado ou com suspeita de infecção na residência, a primeira orientação é destinar um quarto e um banheiro para uso exclusivo dessa pessoa.

Nas casas que não possuam mais de um quarto e mais de um banheiro, a recomendação é deixar o quarto para o enfermo. “Se a pessoa compartilha o quarto, o ideal é que quem não apresente sintomas durma na sala, por exemplo”, orienta Schiavon.

O ambiente onde estiver o paciente em isolamento deve permanecer com a porta fechada e a janela aberta, para que haja uma fonte de ventilação e entrada de luz solar. Além disso, o indivíduo infectado ou com suspeita de infecção precisa trocar a própria roupa de cama e se houver secreções nos tecidos, esses devem ser embalados em um saco plástico antes de serem levados à lavanderia.

Também é importante manter uma lixeira com saco plástico ao lado da cama, com saco plástico. Quando o recipiente estiver cheio, a pessoa deve fechar bem a sacola e só depois descartar em lixeiras comuns.

O infectologista e consultor da SBI Renato Grinbaum alerta que “moradores de casas menores e com número maior de pessoas precisarão ter mais cuidados higiênicos quanto a espirro, tosse e compartilhamento de objetos”.

Ambientes compartilhados

Em situações de salas compartilhadas ou casas com apenas um cômodo, pessoas sem a doença não podem utilizar o mesmo sofá ou colchão das que estão infectadas ou com suspeita. “Se for possível, a recomendação é manter 2 metros de distância da pessoa infectada ou suspeita”, reforça Roberta Schiavon.

Além dessas medidas, os indivíduos enfermos precisam estar o tempo todo com máscara. Por precaução, todos devem utilizar um lenço de papel ou papel higiênico que cubra o nariz e a boca em caso de tosse e espirro. Se não tiverem um lenço, precisam tossir e espirrar no antebraço e lavar os braços e as mãos com água e sabão imediatamente.

De acordo com a alergista e imunologista Patrícia Schlinkert, é recomendado que pessoas infectadas nunca passem o dia inteiro no mesmo ambiente que as saudáveis e que a comunicação entre os indivíduos seja feita por meios indiretos, como o telefone.

“A minha sugestão, nos casos de residentes em domicílios de apenas um cômodo, é que as pessoas saudáveis procurem a casa de algum parente. É quase certo que compartilhar o ambiente vai gerar transmissão, mesmo que se tomem os cuidados de higienização necessários, porque isso não impede a transmissão, apenas diminui a possibilidade”, orienta a médica.

Nas situações em que o banheiro é compartilhado, o paciente infectado ou com suspeita precisa desinfetar todas as superfícies utilizadas por ele: vaso sanitário, interruptores, maçaneta, descarga, box e regulador de temperatura do chuveiro, por exemplo.

Itens de higiene pessoal devem ser de uso individual, assim como pasta de dente, sabonete de pia e toalha de rosto. Também é preciso manter as escovas de dentes em recipientes separados.

Limpeza da casa

É necessário que a limpeza de alguns móveis e objetos seja feita diversas vezes ao dia e deve seguir alguns cuidados específicos: quem for limpar a casa precisa utilizar máscara, luva, óculos e avental; todas as superfícies de contatos constantes devem ser limpas: pia, maçanetas, interruptores, assentos de sofá, cadeiras, vaso sanitário, torneiras, etc; álcool acima de 70%, sabão, detergente e desinfetantes são eficientes para a limpeza; manter as lixeiras com tampas fechadas e utilizar sacos hermeticamente fechados; as roupas e acessórios de cama e banho do paciente devem ser sempre lavadas após o uso e secas em local arejado.

 

Foto: Arte/G1