CALAMIDADE – Por instabilidade no solo, prefeito renova Decreto e via principal do Mutange é interditada


Trânsito será alterado a partir de sábado (28) por recomendação da Defesa Civil; Decreto de Calamidade Pública é renovado após estudos apontarem afundamento na região

Avenida Major Cícero de Góes Monteiro / Foto da Internet

Após equipes técnicas da Defesa Civil identificarem um avanço na instabilidade do solo na região do Mutange, a Avenida Major Cícero de Góes Monteiro, principal via do bairro, será interditada para a passagem de veículos. A partir do próximo sábado (28), não será mais permitida a circulação de carros, motos e ônibus no local.

Condutores devem ficar atentos aos bloqueios, que serão realizados pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) por ordem da Defesa Civil. Nos primeiros dias da modificação e durante o período de adaptação, equipes da SMTT estarão no local para orientar a população sobre as mudanças.

“A interdição da via é preventiva e tem como intuito proporcionar maior segurança viária aos condutores que diariamente trafegam pela região. Por conta da mudança, as interdições e desvios serão executados no trecho que vai desde a Sociedade Nossa Senhora do Bom Conselho, no acesso à Ladeira do Calmon, no Mutange, até a Rua General Hermes, na altura do Ginásio Tenente Madalena, no bairro do Bom Parto”, informou o assessor técnico de Trânsito da SMTT, Wanderson Freitas.

Divulgação Ascom SMTT

Calamidade Pública

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, renovou por mais seis meses o Decreto de Calamidade Pública para os bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, afetados por instabilidade de solo que tem provocado fissuras e afundamento da superfície da terra.

O documento, publicado no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (26), informa que a renovação se deve, entre outros aspectos, ao fato de os estudos geológicos realizados pelo Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) apontarem o avanço da subsidência, ou seja, do afundamento nos bairros.

“Nós continuamos sem respostas quanto à solução para o problema que afeta os quatro bairros e precisamos manter a união de esforços, uma vez que a situação persiste e se agrava a cada dia. Registramos a continuidade de ocorrência de danos nos imóveis, bem como a constatação, através de estudo geológico realizado nas áreas afetadas, do processo evolutivo de subsidência”, destaca o coordenador Municipal Especial de Proteção e Defesa Civil, Dinário Lemos.

Após a renovação feita pelo prefeito de Maceió, o documento é encaminhado ao Governo Federal para reconhecimento da calamidade, que deve acontecer no prazo de 30 dias, de modo a manter o apoio financeiro e de pessoal técnico capacitado para o enfrentamento do problema nos bairros afetados.

Rui Palmeira decretou o estado de calamidade, pela primeira vez, nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro no dia 26 de março de 2019 pela necessidade, naquele momento, de intervenção célere e efetiva da União. A razão é que estudos da CPRM apontavam para um rebaixamento do terreno do bairro Pinheiro, provocado pela atividade de mineração da empresa Braskem. Em 25 de setembro de 2019, o prefeito renovou o decreto e incluiu o bairro do Bom Parto na área afetada pela instabilidade.