COM MEDO DA CRISE – Associações do comércio são a favor do retorno das atividades na próxima terça (31)


Entidades reconhecem a necessidade de prevenção do novo coronavírus mas temem colapso econômico e social

Foto: Ailton Cruz

A Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas e a Associação Comercial de Maceió declararam, nesta quinta-feira (26), que são a favor da abertura dos estabelecimentos comerciais já na próxima terça-feira (31), data em que finaliza o prazo determinado pelo decreto governamental que suspende as atividades. A decisão do Governo de Alagoas, como medida de contenção do avanço da Covid-19, interrompeu o funcionamento de diversos setores da economia.

Apesar de reconhecerem a necessidade de prevenção contra o novo coronavírus, as duas entidades reforçam a preocupação com a economia das empresas e a manutenção dos empregos. Elas defendem as medidas adotadas pelo governo por meio do Decreto Legislativo nº 6, publicado no Diário Oficial do Estado no dia 20 de março de 2020, assim como as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em contrapartida, destacam a manifestação do governo federal “quanto à necessidade de as atividades sociais e econômicas seguirem seu curso regular dentro de uma organização e regramento que observe irrestritamente as medidas de precaução e prevenção tendentes ao permanente combate à pandemia do Covid-19”.

De acordo com o governo Jair Bolsonaro, o retorno das atividades comerciais é defendido para que “não haja recessão nos elementos essenciais como alimentos, medicamentos, produtos de saúde em geral, para o custeio dos próprios sistemas público e privado de saúde, manutenção de empregos e renda, pagamento dos salários nas esferas pública e privada e, enfim, para que não haja um colapso irreversível da economia brasileira”.

Sugestões para superar a crise

As entidades defendem 12 pontos fundamentais à retomada das atividades para tentar recuperar os negócios e evitar números ainda mais negativos para a economia. Dentre eles, a formação de um comitê que inclua lideranças empresariais, com o objetivo de planejar a reabertura gradual das lojas, a partir do dia 31 de março, ou seja, após o período de 10 dias de paralisação fixado pelo Decreto Estadual.

Além disso, o documento também menciona: “destravar, ainda que gradativamente, os segmentos do setor produtivo para evitar um colapso econômico e social sem precedentes; focar estratégia de quarentena e isolamento para os grupos de risco (o chamado ‘isolamento vertical’, liberando parte da força de trabalho para retorno às atividades, priorizando, quando possível, o home office; permitir que as empresas operem com horário ampliado, para evitar aglomerações e possam distribuir os atendimentos”, entre outras.