AVC: atendimento precoce é crucial pra salvar paciente, diz neurologista


Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia mostrou que os óbitos por Acidente Vascular Cerebral (AVC) registrou uma queda de 5% durante o período da pandemia (de 16 março a 31 de maio). Ainda que este dado pareça animador, o AVC é a segunda maior causa de morte no mundo, por isso, 29 de outubro é data escolhida para alertar a sociedade sobre os riscos desta doença.

O médico neurologista, Matheus Pires, que atua na UTI neurológica do Hospital Memorial Arthur Ramos, acredita que este percentual de queda tenha acontecido porque as pessoas deixaram de procurar ajuda nos primeiros sinais dificultando assim o diagnóstico exato.  “Um levantamento recente da World Stroke Organization (WSO) aponta queda global de mais de 60% nos atendimentos do problema após o início do isolamento social e esse tipo de comportamento é preocupante porque o atendimento médico precoce é crucial para salvar o paciente”, comentou.

De acordo com o médico é preciso ficar atento aos sintomas do AVC e procurar ajuda médica nesse contexto. Mas como identificar este sintomas? Ele explica que os sintomas mais comuns de um AVC é a fraqueza repentina no rosto, braço ou na perna, quase sempre de um lado do corpo. “Pode acontecer também dificuldade repentina em andar, tonturas, perda de equilíbrio, dor de cabeça súbita, confusão e dificuldade na fala”, pontuou.

O serviço público de saúde do Reino Unido (NHS) estima que uma em cada quatro pessoas sofrem um AVC.  Matheus reforça que o tempo de socorro faz toda diferença. “Este ano, o tema da nossa campanha é: Tempo é cérebro”, para reforçar a mensagem de que ao identificar os primeiros sinais de um AVC, deve agir rapidamente seja ligando para o SAMU ou levando este paciente para uma unidade hospitalar que possua UTI neurológica para realizar a conduta necessária no menor espaço de tempo”, orientou.