Asteroide maior que o prédio mais alto do mundo passará neste domingo pela Terra


Rocha espacial ficará a uma distância de 2 milhões km do nosso planeta, mais de cinco vezes mais longe que a Lua

Imagem simula a passagem do asteroide com cerca de 1,6 km de largura

Imagem simula a passagem do asteroide com cerca de 1,6 km de largura

NASA

Um asteroide com aproximadamente 1,6 km de largura, o equivalente a duas vezes o tamanho do Burj Khalifa — o maior edifício do mundo, que mede 828m de altura —, irá passar “perto” da Terra neste domingo.

A rocha espacial fará sua passagem mais próxima do planeta por volta das 13h. Será possível observar o fenômeno através de um telescópio de abertura de 51cm. De acordo com a Nasa, ele estará a uma distância de cerca de 2 milhões de km – o equivalente a pouco mais do que cinco vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Formado nos primórdios do Sistema Solar e viajando a aproximadamente 124 mil quilômetros por hora (km/h), o asteroide não ameaça colidir com a Terra, apesar de ter sido classificado como “potencialmente perigoso” pela Nasa.

“Conhecemos a rota orbital do 2001 FO32 ao redor do Sol precisamente, já que ele foi descoberto há 20 anos e tem sido rastreado desde então”, afirmou o diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da agência aeroespacial norte-americana (Nasa), Paul Chodas. “Não há risco de colisão dele com nosso planeta nem agora, nem nos próximos séculos.”

Segundo a agência, o F032 é o maior entre os asteroides que se aproximarão da Terra em 2021 – o que proporcionará aos astrônomos “uma rara oportunidade de se observar uma relíquia rochosa que se formou no início do nosso sistema solar”.

A próxima visita do asteroide às vizinhanças da Terra está prevista para 2052, quando ele passará a cerca de sete distâncias lunares, ou 2,8 milhões de quilômetros do planeta.

De acordo com a Nasa, mais de 95% dos asteroides próximos à Terra com tamanho similar ou maior ao do F032 já foram descobertos, rastreados e catalogados. Nenhum deles tem qualquer chance de impacto direto com o planeta.

“Ainda assim, os esforços continuam para descobrir todos os asteroides que podem representar um risco de impacto. Quanto mais informações puderem ser reunidas sobre esses objetos, melhor os projetistas de missões podem se preparar para desviá-los se algum ameaçar a Terra no futuro”, destaca a agência.

*Com Agência Brasil